quinta-feira, 17 de abril de 2014

JUSTIÇA MALFADADA

Por Givanildo Silva
Rejuvenesce o jugo, remoça a bengala de junco, tira do repositório a chibata.

A Justiça Eleitoral do RN, apesar de cada vez mais abatida, pálida, consegue o feito, o fato extraordinário de pôr Mossoró apeada.

Na direção inversa da lei, exibe-se de maneira insolente, para não dizer descarada.

Rejuvenesce o jugo, remoça a bengala de junco, tira do repositório a chibata.
O mesmo recanto em que a sobra autoritária subsiste arquivada, para acudir as vaidades de magistrados embevecidos, convencidos, encantados.

Saca a oportunidade de defesa, forma avaliação antecipada. Faz arranjos lastrados em resoluções de pouca qualidade, corrompe o direito positivo, perverte a produção legislativa, desfigura o estado democrático. Dispõe da conivência de uma Ordem desfigurada, abaixada.

Adora bajulação, repugna a independência de pensamento, é alérgica à liberdade.


Treme-se inteira de raiva quando defrontada com a expressão: “Todo poder emana do povo e em seu nome é para ser executado”. E negando o valor absoluto da soberania popular, certamente, sentencia a infelicidade do preceito, supondo-o disposição constitucional malfadada.

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