sábado, 18 de janeiro de 2014

19 DE JANEIRO EM JOÃO DIAS

Em toda a região do alto oeste do Rio Grande do Norte, como também em parte do interior da Paraíba, pessoas se preparam para se fazerem presentes na tradicional festa de São Sebastião na pequena cidade de João Dias. Neste mês de janeiro acontece o reencontro de famílias, parentes, amigos e conterrâneos  que viveram a infância na cidade, hoje moram distante e todo ano vão para a festa de São Sebastião.

Talvez nos dias de hoje a festa seja diferente por conta das mudanças da atualidade, mas quem participou das festas da década de 80 tem lembranças inesquecíveis. Famílias inteiras saiam na escuridão da noite, a pé, dos sítios vizinhos para a festa. Muitas vezes a chuva impedia a viagem por conta dos riachos que não davam passagem com tanta água.

No centro da cidade funcionava uma discoteca, a única da cidade e talvez fosse o único prédio em toda região que tinha estrutura de primeiro andar. O ponto alto da festa era quando soltavam os balões coloridos e os fogueiros soltavam foguetões na tentativa de derrubar os balões, o céu ficava colorido, era um tipo de fogo de artifício que era conhecido na época como “fogos de lágrimas”.

Nos sítios vizinhos, as pessoas passavam até altas horas da madrugada esperando a passagem dos balões que viajavam quilômetros de distância pela escuridão do sertão, onde a energia elétrica era apenas um sonho.

Na época, as crianças se divertiam em um pequeno parque e o brinquedo mais interessante era uma roda pequena que já se chamava de roda gigante. Tinha também as canoas e um balanço que era movido pela força dos que brincavam, quanto mais tinham força mais alto elas iam.

Na praça de alimentação tinha de tudo: caldo de cana, coco catolé, doce de geleia, algodão doce, ponche gelado, tubaína, pipoca, milho cozido, cocada e muitas outras coisas que não lembro no momento.

São tantas as lembranças boas daquela terra querida e abençoada por São Sebastião que eu precisaria de um dia inteiro para contá-las. Uma imensa saudade daquele tempo mora dentro de mim e de muitos outros que também viveram tudo isso.     

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