terça-feira, 24 de setembro de 2013

FIM DA “PROFISSÃO” DE POLÍTICO

Por: F. Antenor Gonsalves
Passa já da hora de repensarmos a república e a democracia. 
O que servia aos romanos e aos gregos há milhares de anos, não tem nenhuma razão de ser para as civilizações hodiernas. 

As fronteiras demarcadas ou violentadas pelas lanças e espadas do império romano há dois milênios atrás já não se justificam. Na pior das hipóteses, hoje já se fala em “comunidade internacional”.
 

Democracia – mesmo na etimologia e acepção do termo – não exprime e tão menos justifica sua definição acadêmica. A prática é outra.
 

Exemplifiquemos: um país com duzentos milhões de habitantes tem um colégio eleitoral de cento e vinte milhões de eleitores inscritos, o equivalente a 60% do total da população, dos quais 17% (vinte milhões e quatrocentos mil) abstêm-se do voto; outros 6% (sete milhões e duzentos mil) votam nulo e 5% (seis milhões) votam em branco, perfazendo apenas 86.400.000 (oitenta e seis milhões e quatrocentos mil) votos válidos divididos por X candidatos.
 

Se o candidato mais votado obtiver 50% + 1 dos votos válidos, ele será eleito com 43.200.001 votos!!! ou seja: 21,6000005% de toda população do país.
 
Se subtrairmos os votos comprados – que geralmente são muitos –, os que votaram no “menos ruim”, os que não tiveram outra opção, os que votaram para “pagar favores”, os que justificam: “esse rouba mas pelo menos faz alguma coisa”, os votos de cabresto, os currais eleitorais, os de boa fé que acreditam no “comigo é diferente”, et cetera, et cetera, et cetera... então, o que há de sobrar?!
 

Democracia pode ser qualquer coisa, menos governo da maioria, e, por conseguinte, nunca foi, é ou será “governo do povo, pelo povo e para o povo”; senão para o que era o povo na Grécia antiga.
 

Hoje, porém, democracia não passa de uma ignominiosa farsa para legitimar a ditadura do capital.
 
Porém, há alguns que argumentam: “Mas não inventaram nada melhor” querendo dizer “é assim e não devemos pensar nada diferente”, como se o diferente nunca pudesse ser melhor do que um miserável pai de família aparecer na “grande mídia” declarando o seu “voto secreto” em determinado candidato porque este um dia lhe deu umas migalhas do seu próprio pão que o candidato “bonzinho” lhe roubou.

Votar – delegar poderes – é assumir:
 
– Eu sou um idiota e incompetente.
 
Governemos nós mesmos o que é nosso, em assembléias, mutirões... Seja como for, menos com corruptos e ladrões.
 

A democracia atual é a herança mais perniciosa que temos hoje como legado dos gregos. Literalmente um “presente de grego”.
 

Se um determinado indivíduo quer ser uma pessoa pública, deve ser antes de tudo um humanista; um abnegado; um altruísta. Nada de representatividade remunerada.
 
Nos tempos modernos, com toda ciência e tecnologia a serviço do homem, é mister que nos reciclemos e busquemos sempre o novo.
 

É mais que possível governarmos um país com Assembléias Populares – via teleconferências – onde todo povo participe das discussões e votações, sem delegação de poderes e, portanto, sem representatividade.
 
Em cada cidade haverá uma Praça do Povo, provida de telões interligados a uma rede de computadores, onde o povo debaterá seus problemas e necessidades; tomará decisões e, em mutirões, executará suas decisões.
 


Portanto, fim para a “profissão” de político, que adquiriu a conotação e até mesmo a sinonimização de corrupto e ladrão.

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