sexta-feira, 28 de setembro de 2012

OS VENDEDORES DE REDE


São tantos os problemas existentes ente nós por conta da desigualdade social que muitos deles passam despercebidos pelos órgãos reguladores dos diretos das pessoas.

Um desses problemas, notei em um vendedor de rede que passou aqui na rua carregado de mercadoria. Pelo porte físico que ele tem, dá para ver o excesso de carga. Sobre seus ombros ele carregava várias redes e lençóis. Além disso, Seus braços estavam cobertos de fardos de panos de enxugar pratos.

Pela aparência, se percebia o quanto aquele cidadão deve ganhar. O homem, que aparentava ter 45 anos, estava vestido com bermuda, camiseta e uma sandália desgastada, além disso, pele queimada pelo sol ardente de Mossoró.

A coragem que ele demonstrava ter em enfrentar aquele serviço nos deixa claro que ele pode produzir bem mais com o seu suor, como faz, também, se imaginar que tem alguém que se beneficia do esforço desse cidadão.

Sem estrutura, este homem sai da sua casa e se aventura mundo a fora. Dorme em pátios de postos de combustível, se alimenta de forma irregular, longe de sua família a troco de quase nada.

Imagina-se que, em outro estado, em uma sala climatizada, o proprietário das redes espera o dinheiro chegar através do esforço deste homem, e em troca dá à ele migalhas.

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