terça-feira, 2 de novembro de 2010

NO DIA DE FINADOS

Dia de finados. Dia que escolhemos para refletir sobre a vida e a morte, dia de muitas saudades e tristeza ao relembrar pessoas importantes em nossas vidas que se foram para nunca mais voltar. Na visita ao cemitério não existe mais a esperança, vemos o fim de tudo aquilo que lhe deu origem.

A nossa mente viaja em busca de algo que traga até nós a imagem das pessoas amadas que se foram, e temos que nos conformar com pequenos reflexos de quem já foi o nosso herói no passado. O que nos resta é um túmulo frio, uma foto, uma cruz, um rosário, velas, as lembranças e dor na alma dos que ficam.

Lá no cemitério não tem alto e baixo, são todos iguais, não existem problemas maiores que outros, todos estão no mesmo patamar, é onde tudo é igual. Tantas mulheres belas transformadas em pó, pessoas milionárias iguais aos mendigos, morando no mesmo quarteirão.

Ao sair do cemitério não sabemos se ainda voltamos como visitante, mas temos a certeza que ainda vamos morar lá, o mistério da vida impede que nós entremos em desespero, encontramos conforto e aceitamos com naturalidade a certeza da nossa derrota em um futuro incerto.

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